in "carteia"
Campeonato Nacional de Iniciados – 6.ª Jornada: Inter. C. Almancil 3 – 1 Despertar SC
Boa atitude dá frutos
A equipa de Iniciados do Inter. de Almancil recebeu e venceu, no passado Domingo, a formação do Despertar de Beja, num jogo a contar para a 6.ª Jornada do Campeonato Nacional de Iniciados.Embora o Inter. de Almancil tenha começado por pegar mais no jogo, a verdade é que o primeiro remate perigoso surgiu, aos 7 minutos, através de um grande remate de João Rosado, à entrada da área, que passou a rasar a barra.
Mas o primeiro golo da formação da casa não tardou a aparecer, com Mateus a inaugurar o marcador (16''), após boa jogada pela esquerda. 7 minutos depois, o Inter. ampliou a vantagem, depois de uma perda de bola infantil do conjunto adversário, que David aproveitou da melhor forma, colocando a sua equipa a vencer, por 2-0, aos 23 minutos.
Não obstante, o emblema de Almancil estar a ser melhor, o Despertar de Beja chegou mesmo a reduzir a desvantagem, o que aconteceu quando Nuno Batísta roubou a bola a Samuel e atira para o fundo das redes de Miguel Pires, que tinha saído da baliza para tentar cobrir o ângulo, aos 31 minutos.
A primeira parte não teve mais alterações no que ao resultado diz respeito, sendo de realçar apenas o bom futebol, com boas combinações, exibido pelo Inter.
O Despertar entrou mais atacante no 2.º tempo, com o guardião local a ter que se aplicar para defender dois bons remates de Miguel Guerreiro (42'' e 43''). No entanto, quem voltou a marcar foi a equipa da casa, desta vez por Beto (45''), após uma jogada um pouco descaída para a direita.
O jogo estava equilibrado, nesta fase, mas sempre com um pequeno ascendente da formação de Almancil, que obrigou o conjunto de Beja a recuar mais nos últimos minutos de jogo. Destaque, ainda, para o bom remate de Beto, que passou muito pouco por cima da baliza adversária, aos 66 minutos.
Ficha de Jogo:Data: 26 de Outubro de 2008
Local: Estádio Municipal de Almancil
Árbitro: José Godinho
Auxiliares: Vasco Guedelha e Valter Rufo
Ao intervalo: 2-1
Golos: Mateus (16''), David (23'') e Beto (45'').Nuno Batísta (31'').
Inter. C. Almancil: Miguel Pires, Wilson, Samuel, André Mendes (cap), Júnior, David Costa, Zé Miguel, Marco, David, Mateus e Diogo.Suplentes: Marco Revez, Rafa, Wilson Carvalho, Pedro Mendes, Rafael Faustino (50''), Beto (35'') e Mochine (50'').
Treinador: Janota
Despertar SC: Rui Pereira, Pontes, João Rosado, Jorge Delgado (cap), Diogo Guerreiro, Luís Baião, Nuno Batísta, João Cigarro, Miguel Guerreiro, Miguel Barata e António Palma.Suplentes: Rui Tareco, João Mansinhos (59''), Pedro Pereira, André Horta, João Pardal (35''), António Pereira (35'') e José Bicho (62'').
Treinador: Pedro Pena
Patrícia Melão
Cronica de Jogo - Iniciados - 5ª Jornada
No passado Domingo a equipa do Internacional club Almancil teve uma difícil deslocação a Olhão numa prova de fogo depois da vitoria moral frente ao vitoria de Setúbal.
Os miúdos de Almancil, que sempre nos habituaram a uma entrega ao jogo de salutar estiveram irreconhecíveis no primeiro tempo, com os processos defensivos bastante desorganizados e sem nunca conseguir controlar a partida.
Nos primeiros minutos do encontro o jogo foi bastante equilibrado sem que ocorressem situações de perigo em cada uma das balizas.
A partir do 15 minutos a turma de Olhão conseguiu superiorizar-se no jogo começando a criar varias situações de perigo, ate que aos 24 minutos numa das varias falhas defensivas da equipa visitante, o Olhanense fez o golo que trazia a justiça a partida.
Ate ao fim da 1ª parte os miúdos de Olhão poderiam ter feito mais um ou dois golos sem que o internacional conseguisse entrar no jogo.
O intervalo fez bem aos miúdos do Concelho de Loulé, que entraram para a 2ª metade do encontro com uma postura diferente, obrigando o olhanense a encostar-se as cordas e a cometer imensas faltas, sendo que numa dessas faltas David Costa de cabeça respondeu da melhor maneira a um excelente cruzamento de Wilson, repondo assim a igualdade no marcador aos 42 minutos de jogo.
As oportunidades iam surgindo mas o folgo da equipa de Almancil ia passando e o empate resistiu ate quase ao fim do encontro. O Olhanense equilibrou o jogo e quando já toda a gente previa o empate como resultado final, Beto numa jogada de insistência fez mexer as redes, num remate dentro da área aos 68 minutos.
O resultado veio premiar a capacidade de luta, a entrega, o crer e a vontade de vencer demonstrada pela equipa do Internacional na 2ª parte, mas foi um castigo demasiado pesado para a turma de Olhão pelo que fez no 1º tempo.
João Mestre
Os miúdos de Almancil, que sempre nos habituaram a uma entrega ao jogo de salutar estiveram irreconhecíveis no primeiro tempo, com os processos defensivos bastante desorganizados e sem nunca conseguir controlar a partida.
Nos primeiros minutos do encontro o jogo foi bastante equilibrado sem que ocorressem situações de perigo em cada uma das balizas.
A partir do 15 minutos a turma de Olhão conseguiu superiorizar-se no jogo começando a criar varias situações de perigo, ate que aos 24 minutos numa das varias falhas defensivas da equipa visitante, o Olhanense fez o golo que trazia a justiça a partida.
Ate ao fim da 1ª parte os miúdos de Olhão poderiam ter feito mais um ou dois golos sem que o internacional conseguisse entrar no jogo.
O intervalo fez bem aos miúdos do Concelho de Loulé, que entraram para a 2ª metade do encontro com uma postura diferente, obrigando o olhanense a encostar-se as cordas e a cometer imensas faltas, sendo que numa dessas faltas David Costa de cabeça respondeu da melhor maneira a um excelente cruzamento de Wilson, repondo assim a igualdade no marcador aos 42 minutos de jogo.
As oportunidades iam surgindo mas o folgo da equipa de Almancil ia passando e o empate resistiu ate quase ao fim do encontro. O Olhanense equilibrou o jogo e quando já toda a gente previa o empate como resultado final, Beto numa jogada de insistência fez mexer as redes, num remate dentro da área aos 68 minutos.
O resultado veio premiar a capacidade de luta, a entrega, o crer e a vontade de vencer demonstrada pela equipa do Internacional na 2ª parte, mas foi um castigo demasiado pesado para a turma de Olhão pelo que fez no 1º tempo.
João Mestre
Depois da Experiência no Sporting ele esta de volta
in "carteia" 16/10/08
Tendo iniciado a sua carreira aos 5 anos, Matthew Silva, de 16, já fez um longo percurso como jogador de futebol.
Iniciando-se no Quarteirense, onde esteve apenas uma semana, o atleta fez uma passagem pelo Inter de Almancil e, posteriormente, passou a integrar a equipa de futebol do Sporting. Mas embora este clube faça parte dos “grandes” do futebol português, Matthew acabou por não concretizar os seus objectivos, tendo regressado, novamente, ao Inter. Já no seio deste clube, os objectivos são muito ambiciosos. Com um grupo que considera ser uma boa equipa, o projecto para este ano é disputar a 2ª fase e subir à 1ª divisão nacional.
Jornal Carteia: Como surgiu o gosto pelo futebol e quando começaste a jogar?Matthew Silva: Foi desde pequenino, pelo facto de ver muito desporto em casa. Comecei a jogar aos 5 anos, no Quarteirense, onde estive apenas uma semana, porque não gostei muito, e vim para o Inter de Almancil. Desde que me consigo lembrar de alguma coisa, já estava nos campos. JC: Sei que tiveste uma passagem pelo Sporting. Como correu essa experiência?
MS: Depois de ter entrado para o Inter de Almancil, saí e fui para o Sporting, onde estive 2 anos, e voltei para o Inter, porque eles queriam-me “emprestar” e as coisas não resultaram como eu desejava. Já nessa altura o meu sonho era chegar aos Seniores, mas ainda tenho tempo para isso. Na altura, penso que isso não aconteceu porque eu era muito novo e ainda não tinha muita noção das coisas. Se fosse agora era diferente. É uma questão de idade.
JC: Qual o vosso local e horário de treino e como concilias a escola com o Futebol?
MS: Às Segundas, Terças e Quintas treinamos das 19:30 às 20:45, descansamos às Quartas e, por vezes, treinamos às Sextas, mas não convém, porque temos jogo no Sábado. Em relação à conciliação dos estudos com os treinos, é fácil. O horário da escola é muito flexível e se coincidir com o horário dos treinos, nós pedimos a mudança e eles alteram-no.“O problema em Portugal é faltar dinheiro ao futebol, porque a paixão está lá”
JC: Qual o jogo que mais te marcou? E se pudesses escolher uma equipa, em qual jogarias?
MS: O jogo que mais me marcou talvez tenha sido no Sporting, numa partida contra o Corroios, porque marquei 2 golos e fiz 3 assistências. Quanto à escolha da equipa, sempre fui sportinguista, por isso, escolheria o Sporting, porque é um clube com melhor formação e melhor futebol do que os outros clubes. Por exemplo, o Porto e o Benfica, sempre foram atrás dos jogadores grandes fisicamente, mas o Sporting sempre foi atrás da agilidade e da técnica, e vê-se os grandes jogadores que saíram de lá, como o Cristiano Ronaldo, o Figo e o Quaresma.
JC: O que pensas do futebol em Portugal, em relação aos outros países?
MS: Penso que é bom e vê-se os jogadores que saíram de Portugal, que são, à volta da Europa, talvez os melhores, sendo o nível de qualidade do futebol muito bom. Contudo, ainda não consegue ser tão bom como o de Espanha, Itália e Inglaterra, principalmente, onde se pode ver o melhor Campeonato do Mundo. Penso que o grande problema em Portugal é faltar dinheiro ao futebol, porque a paixão está lá.
JC: O que achas que poderia ser melhorado?
MS: O dinheiro é muito importante neste desporto, mesmo em termos de adesão do público, porque enquanto no nosso país os estádios estão sempre vazios, em Inglaterra, qualquer jogo entre clubes pequenos enche o estádio. A cultura é diferente. Não dá para comparar. Por isso, deveria ser dado mais apoio às equipas, com mais patrocínios por parte das câmaras. Penso que os municípios deveriam reconhecer mais os clubes, de onde saem muito bons jogadores, sendo muitos do Inter de Almancil. Neste momento, temos 2 equipas na 1ª e 2ª divisão nacional dos jovens, e não recebemos quase dinheiro nenhum por isso, o que é impressionante. O Quarteirense, apesar de ter Seniores, é verdade, recebe muito mais do que o Inter. Nem dá para comparar. É uma pena, visto que saem do nosso clube muito bons jogadores. Se o Inter tivesse mais dinheiro, surgiam muito mais oportunidades. Embora os tempos difíceis pelos quais Portugal está a passar não ajudem, fazendo com as pessoas não tenham dinheiro para ir aos estádios ver jogos de futebol, poderiam ser facultados bilhetes mais baratos, o que iria encher mais os estádios, fazendo a diferença.“Só há um caminho, e esse caminho é para a frente”
JC: Quais são os teus objectivos para esta época? E expectativas futuras?
MS: Pessoais, evoluir como jogador, que é sempre um objectivo num praticante de futebol, colectivos, é chegar onde merecemos chegar, porque trabalhamos muito e acho que temos uma boa equipa, este ano, para chegar aos nossos objectivos. Com isto, quero dizer disputar a 2ª fase e subir para a 1ª nacional. Embora o início do campeonato não nos tenha corrido como desejávamos, as expectativas são, sempre, melhorar. Agora que conseguimos quebrar aquela fase das derrotas e lesões, que também nos custou, as coisas vão melhorar. Só há um caminho, e esse caminho é para a frente.
Carina Rosa
Tendo iniciado a sua carreira aos 5 anos, Matthew Silva, de 16, já fez um longo percurso como jogador de futebol.
Iniciando-se no Quarteirense, onde esteve apenas uma semana, o atleta fez uma passagem pelo Inter de Almancil e, posteriormente, passou a integrar a equipa de futebol do Sporting. Mas embora este clube faça parte dos “grandes” do futebol português, Matthew acabou por não concretizar os seus objectivos, tendo regressado, novamente, ao Inter. Já no seio deste clube, os objectivos são muito ambiciosos. Com um grupo que considera ser uma boa equipa, o projecto para este ano é disputar a 2ª fase e subir à 1ª divisão nacional.
Jornal Carteia: Como surgiu o gosto pelo futebol e quando começaste a jogar?Matthew Silva: Foi desde pequenino, pelo facto de ver muito desporto em casa. Comecei a jogar aos 5 anos, no Quarteirense, onde estive apenas uma semana, porque não gostei muito, e vim para o Inter de Almancil. Desde que me consigo lembrar de alguma coisa, já estava nos campos. JC: Sei que tiveste uma passagem pelo Sporting. Como correu essa experiência?
MS: Depois de ter entrado para o Inter de Almancil, saí e fui para o Sporting, onde estive 2 anos, e voltei para o Inter, porque eles queriam-me “emprestar” e as coisas não resultaram como eu desejava. Já nessa altura o meu sonho era chegar aos Seniores, mas ainda tenho tempo para isso. Na altura, penso que isso não aconteceu porque eu era muito novo e ainda não tinha muita noção das coisas. Se fosse agora era diferente. É uma questão de idade.
JC: Qual o vosso local e horário de treino e como concilias a escola com o Futebol?
MS: Às Segundas, Terças e Quintas treinamos das 19:30 às 20:45, descansamos às Quartas e, por vezes, treinamos às Sextas, mas não convém, porque temos jogo no Sábado. Em relação à conciliação dos estudos com os treinos, é fácil. O horário da escola é muito flexível e se coincidir com o horário dos treinos, nós pedimos a mudança e eles alteram-no.“O problema em Portugal é faltar dinheiro ao futebol, porque a paixão está lá”
JC: Qual o jogo que mais te marcou? E se pudesses escolher uma equipa, em qual jogarias?
MS: O jogo que mais me marcou talvez tenha sido no Sporting, numa partida contra o Corroios, porque marquei 2 golos e fiz 3 assistências. Quanto à escolha da equipa, sempre fui sportinguista, por isso, escolheria o Sporting, porque é um clube com melhor formação e melhor futebol do que os outros clubes. Por exemplo, o Porto e o Benfica, sempre foram atrás dos jogadores grandes fisicamente, mas o Sporting sempre foi atrás da agilidade e da técnica, e vê-se os grandes jogadores que saíram de lá, como o Cristiano Ronaldo, o Figo e o Quaresma.
JC: O que pensas do futebol em Portugal, em relação aos outros países?
MS: Penso que é bom e vê-se os jogadores que saíram de Portugal, que são, à volta da Europa, talvez os melhores, sendo o nível de qualidade do futebol muito bom. Contudo, ainda não consegue ser tão bom como o de Espanha, Itália e Inglaterra, principalmente, onde se pode ver o melhor Campeonato do Mundo. Penso que o grande problema em Portugal é faltar dinheiro ao futebol, porque a paixão está lá.
JC: O que achas que poderia ser melhorado?
MS: O dinheiro é muito importante neste desporto, mesmo em termos de adesão do público, porque enquanto no nosso país os estádios estão sempre vazios, em Inglaterra, qualquer jogo entre clubes pequenos enche o estádio. A cultura é diferente. Não dá para comparar. Por isso, deveria ser dado mais apoio às equipas, com mais patrocínios por parte das câmaras. Penso que os municípios deveriam reconhecer mais os clubes, de onde saem muito bons jogadores, sendo muitos do Inter de Almancil. Neste momento, temos 2 equipas na 1ª e 2ª divisão nacional dos jovens, e não recebemos quase dinheiro nenhum por isso, o que é impressionante. O Quarteirense, apesar de ter Seniores, é verdade, recebe muito mais do que o Inter. Nem dá para comparar. É uma pena, visto que saem do nosso clube muito bons jogadores. Se o Inter tivesse mais dinheiro, surgiam muito mais oportunidades. Embora os tempos difíceis pelos quais Portugal está a passar não ajudem, fazendo com as pessoas não tenham dinheiro para ir aos estádios ver jogos de futebol, poderiam ser facultados bilhetes mais baratos, o que iria encher mais os estádios, fazendo a diferença.“Só há um caminho, e esse caminho é para a frente”
JC: Quais são os teus objectivos para esta época? E expectativas futuras?
MS: Pessoais, evoluir como jogador, que é sempre um objectivo num praticante de futebol, colectivos, é chegar onde merecemos chegar, porque trabalhamos muito e acho que temos uma boa equipa, este ano, para chegar aos nossos objectivos. Com isto, quero dizer disputar a 2ª fase e subir para a 1ª nacional. Embora o início do campeonato não nos tenha corrido como desejávamos, as expectativas são, sempre, melhorar. Agora que conseguimos quebrar aquela fase das derrotas e lesões, que também nos custou, as coisas vão melhorar. Só há um caminho, e esse caminho é para a frente.
Carina Rosa